Review: Festival do Japão 2017 – Como foi?

Tudo que é bom dura pouco, e lá se foi mais uma edição do Festival do Japão.

Após 3 dias de evento o Festival do Japão se despede, e nós já iniciamos a contagem regressiva para a edição do ano que vem, mas enquanto isso vamos conferir como foi esta recém finalizada edição do evento.

 

Local e acesso:

 

Um dos pontos em que o Festival do Japão se destaca é na sua localização e acesso ao local do evento. Como disse no artigo antes do evento, sempre fiz uso do metrô e dos ônibus disponibilizados pelo evento como meio de transporte para o festival. E neste ano a qualidade não deixou a desejar neste quesito, muito pelo contrário acredito que até tenha melhorado em relação a última vez que fui ao evento.

A alta demanda de público foi atendida com uma grande frota de ônibus que rapidamente levava e trazia os visitantes da estação Jabaquara até o São Paulo Expo. Os voluntários já na estação orientavam o público como ter acesso aos ônibus, a fila que apesar de grande fluía rapidamente, nossa espera foi de no máximo 20 minutos.

Chegando ao pavilhão, já se nota a diferença em relação a época em que o local ainda passava por reformas, o vasto estacionamento, as vias de acesso, além é claro da estrutura chamam muito a atenção.

Novamente ressalto que nunca fui ao evento de carro, portanto não posso ressaltar possíveis problemas e pontos negativos que as pessoas que vão de carro possam ter vivenciado.

 

O Evento:

Com as dezenas de expositores, você encontra uma variedade enorme de produtos e serviços oferecidos (destaque para o stand do assento sanitário inteligente e também o do Akiba Space/Bandai Namco que disponibilizou uma demo do novo jogo do Dragon Ball Z), são horas de caminhada pelo pavilhão para que você possa ver todos os stands, explorar todas as áreas e mesmo assim talvez você não consiga ver tudo que o evento oferece em apenas um dia.

Transitar pelo pavilhão em alguns momentos era algo que devia ser feito com paciência, mas é algo totalmente compreensivel dado a quantidade de pessoas que compareceram e também porque como em todos os lugares com grande trânsito de pessoas temos aquele pessoal que para na sua frente para atender o celular, esperar o amigo que ficou para trás, ver algo superinteressante no stand ao lado ou até para tirar foto com aquele cosplay do personagem favorito dele. Então era normal encontrar algumas áreas mais difíceis de se transitar.

Mas a experiência de visitar os stands, testar e provar produtos e é claro comprar aqueles que te agradaram, é extremamente positiva, é uma mistura de shopping com supermercado e aquela feira de domingo. Você encontrará de tudo.

Atrações:

 

Os dois palcos contaram inúmeras atrações que agradavam a públicos de diversas idades e gostos. Os tradicionais grupos de taiko, que são sucesso absoluto de público, junto com grandes nomes do circuito de eventos orientais como Joe Hirata, Karen Ito, Sergio Tanigawa, as várias atrações internacionais, Bon Odori, artes marciais, outras danças folclóricas além do tão esperado concurso Miss Nikkey, foram algumas das atrações que deram brilho e encantaram a plateia presente.

Este ponto vai muito do gosto pessoal de cada um, achei a programação bem variada e acredito que ela tenha agradado a todos os públicos ou pelo menos a grande maioria. Uma programação que conta com Concurso de Miss, Taiko, artes marciais, K-POP, Bon Odori, cantores e até concurso de cosplay, realmente não dá para botar defeito.

Gastronomia:

 

A cereja do bolo de todo evento de cultura oriental, mas sem dúvidas ainda mais importante no Festival do Japão pois é o único que oferece culinária típica das 47 províncias que formam o Japão, com mais de 50 stands compondo a praça de alimentação, opção é o que não falta também nesse aspecto.

E se você é uma pessoa indecisa assim como eu, e sai com um grupo de pessoas tão indecisas quanto, é completamente compreensível simplesmente não conseguir decidir o que comer devido ao grande número de alternativas, e todas elas bem apetitosas inclusive.

A comida foi aprovada, e os preços também inclusive conseguimos umas pechinchas nos minutos finais do evento que valeram muito a pena. A praça de alimentação é grande, mas é claro que não cabe todo mundo, é preciso um grande senso de empatia das pessoas que estão sentadas para que o rodizio funcione bem e todos consigam sentar (um dia nós chegaremos lá).

 

Considerações finais:

Após mudanças no layout parece que finalmente a organização encontrou o caminho, o palco principal no fundo, próximo à praça de alimentação, lembra muito a edições de anos anteriores quando o evento ainda tinha uma área a céu aberto. A parte gastronômica mantém a qualidade habitual, o grande número de expositores, sempre com novidades para o público e as dezenas de atrações e shows que se apresentaram compõem um pacote de sucesso deste evento gigantesco que a cada ano cresce mais e mais.

As únicas partes que me causaram certo desconforto na verdade independem da organização do evento e tem muito mais a ver com o comportamento de alguma parcela do público que ainda precisa saber ‘’se portar’’ em grandes convenções como esta. Mas também nada que cause grande transtorno na sua experiência

Portanto que comece a contagem regressiva para a 21ª edição do Festival do Japão pois eu já estou com saudades e querendo mais, e aposto que se você esteve na edição deste ano você se sente como eu, e se você não esteve, aqui vai um conselho vá ao Festival do Japão no ano que vem, se prepare, se programe, pois você não irá se arrepender.

P.S. Este post novamente não foi patrocinado.

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